Apesar de tudo, e irritando o conservadorismo
do pai, Mike não abdicava das suas festas universitárias, dançarino nato de
jitterbug, galã, fumador e jogador de cartas. Queria libertar-se do autoritarismo
do pai King, e criticava a sua conceção rígida do lar e da religião. Por um
lado admirava a sua frontalidade nas questões raciais, mas por outro lado, como
adolescente repudiava cada vez mais a autocracia paterna.terça-feira, 17 de setembro de 2013
Memória do Profeta Martin Luther King [2] - O Evangelho Social de Martin
Apesar de tudo, e irritando o conservadorismo
do pai, Mike não abdicava das suas festas universitárias, dançarino nato de
jitterbug, galã, fumador e jogador de cartas. Queria libertar-se do autoritarismo
do pai King, e criticava a sua conceção rígida do lar e da religião. Por um
lado admirava a sua frontalidade nas questões raciais, mas por outro lado, como
adolescente repudiava cada vez mais a autocracia paterna.segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Memória do Profeta Martin Luther King [1] – as origens.

O pai King ensinava na sua comunidade, e a Mike
desde a infância, que todos eram filhos de Deus, e ninguém devia ser privado da
sua dignidade. Encorajava os filhos a não frequentar – tanto quanto possível –
lugares segregados, pois segundo ele, eram contrários à vontade de Deus e
contra a “ordem moral”. Certa ocasião a família King entrou numa sapataria e
foram avisados que tinham de sentar-se na secção reservada a negros, lá no
fundo da loja. Mas o pai King confrontou o dono da loja dizendo: “Não vejo
nenhum problema com estas cadeiras”; ao que o dono retorquiu: “lamento. Mas vão
ter de sair daí”. O pai King insistiu: “Ou compramos sapatos aqui sentados, ou
não compramos sapatos”. Foram expulsos da loja, mas o pequeno Mike viu o pai
com um ar imperturbável e digno dizendo: “Não me interessa quanto tempo terei
de viver com este sistema, jamais o aceitarei”.segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Emanuel Cartoon regressa com novo visual

quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A PARÁBOLA DO SEMEADOR - III
Este Semeador provoca-nos a esperar com a coragem para desperdiçar e apostar no que é estéril, e no que “está perdido”.
Também aqui está patente outra provocação: terminou o tempo das divisões, e julgamentos. Deus mesmo acabou com a lógica do calculismo humano de separar os bons dos maus, os “puros” dos “impuros”, os úteis dos inúteis. Esgotou-se a Paciência para suportar tais juízos. Nada é inútil! Ninguém é inútil!
Inaugurou-se uma Nova Paciência: a Paciência de Esperar «contra toda a esperança». E Semelhante Esperança só se concretiza quando é movida pelo puro dom.
Jesus ensina aos seus ouvintes que dar-se até ao desperdício e sem olhar a quem não é coisa de gente insensata, mas de gente que Ama. E o poder do Amor ao dar de caras com a rejeição e o fracasso, continua simplesmente a avançar em frente. Para Este Semeador a semente desperdiçada não é a devorada, a queimada, ou a sufocada, mas somente aquela que permanece numa mão fechada.
Deus não Reina apenas no melhor de nós mesmos. O seu Amor também pode florescer a partir dos nossos próprios fracassos, ambiguidades, e debilidades porque aprendeu a arte de Esperar. Por enquanto nada é inevitável, nada está perdido, nada é desperdiçado. O Amor é assim! Decide-se sempre no princípio, e provavelmente esse é o segredo para que por fim, triunfe…
Parece mesmo que existe boa terra em toda a parte! Pode ser que a semente a penetre…pode ser que não...mas a persistência amorosa denuncia que aí mesmo no meio dos espinhos, pedras, pássaros e sol ardente há sempre boa terra, onde ninguém a vê…há que esperar, e continuar a semear! E isso tem que bastar…ainda que não haja resultados…tem que bastar.
A vitória Pascal brota sempre do mesmo lugar: do fracasso onde permaneceram a esperança e o dom até ao absurdo. O resto, só Deus mesmo pode fazer. Ai, e Esse não falha…
E aquela gente começava a compreendê-lo no seu coração. Ao escutarem que «a semente caiu em terra boa e, crescendo e vicejando, deu fruto e produziu a trinta, a sessenta, e a cem por um», perceberam-no e recordavam um antigo Salmo que falava dos tempos da Salvação:
«Aqueles que semeiam com lágrimas vão recolher com alegria. À ida vão chorar, carregando e lançando sementes; no regresso cantam de alegria, transportando os feixes de espigas»
(Salmo 126,5-6).
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A PARÁBOLA DO SEMEADOR - II

Quão estranho e fascinante é este Semeador…
Mas afinal não é preciso arar a terra? Revolvê-la? Há que prepará-la primeiro, arrancar as ervas daninhas, limpar os espinhos, remover as pedras, procurar a “boa terra” onde valha a pena semear. Afinal não se pode desperdiçar semente…ao menos que delimitasse o terreno onde iria começar a semeadura…
Mas não! Este Semeador faz tudo ao contrário: Começa precipitadamente a semear, sem arar, sem escolher, sem calcular, sem nenhuma preparação.
«Mas que raios é isto??», «Quem é este semeador insensato?» -

comentavam as gentes que escutavam o Nazareno. E lá está ele, “todo feliz da vida”, desperdiçando semente em toda a parte!! Não põe à prova os terrenos, não faz qualquer espécie de selecção. Antes e acima de tudo Já começou a semear…
E lá vão elas! Umas caiem à beira da estrada, outras por entre rochas, outras ainda entre espinhos. E o semeador continua alegremente, abrindo caminho debaixo de um sol escaldante, e sob a ameaça dos pássaros que vão debicando aqui e acolá as tão preciosas sementes.
Nos dias seguintes vê-se o resultado de tanto “desleixo”. Era de esperar! «Pois claro está, já se estava a ver» - comentavam. «Umas comidas, outras queimadas, outras completamente secas. Que desgraça!». Do ponto de vista das evidências isto era tudo o que se podia esperar. É impressionante como Jesus dá de caras com o realismo! Não esconde nada, põe tudo às claras. Ele não está a revelar nenhuma utopia, diz simplesmente as coisas como são.
Mas precisamente por causa disso, Jesus contrapõe a essa realidade “evidente”, a realidade emergente do Reino: é que este Semeador permanece teimoso e obstinado, a não querer dar ouvidos à nossa sensatez. Continua a semear, e a semear ainda mais, pedras e espinhos adentro, parece que nada o detém. Nada o desanima… não tem medo de aleijar os pés e palmilhar os terrenos difíceis. Parece mesmo que só vai parar quando ficar de mãos vazias…
Ora isto não é um optimismo, nem ingenuidade, é outra coisa bem diferente. E os camponeses começavam a entender…
Em primeiro lugar, este profeta de Nazaré tem uma linguagem diferente do Baptista. João falava sempre em Juízo. Vinha aí a Ira de Deus para ceifar e arrancar as ervas daninhas. Mas Jesus fala na HORA da primavera do Reino que desponta. Vem aí uma nova vitalidade, fertilidade, brilho, encanto, e frescura. Precisamente quando a história estava menos preparada, Deus irrompeu no meio dela como um “mãos largas”, um “esbanjador” de dons e bençãos, que até “desperdiça” mimos, graças e do melhor que tem sobre os imerecidos! «Sim! Ele vem para semear e não para ceifar!», Vem inaugurar o tempo duma Alegria que resvala a teimosia atrevida…
Por isso, este Nazareno está-nos a falar de Esperança. Não é o tempo do Juízo que vem aí, mas o tempo da Paciência e da Espera! Mas apercebem-se também que a Esperança trabalha-se, sempre, sem cessar…não se compadece de cálculos, nem resultados, porque é fiel ao que começou…
Como sempre, fazemos tudo ao contrário: esperamos para agir, mas Deus actua para Esperar! Quando esperamos por “condições” para agir, não temos alternativa senão re-agir “ao que acontece”. Mas Deus é verdadeiramente Criador: age primeiro, criando assim as condições por aquilo que vale a pena Esperar…
CONTINUA
sábado, 20 de agosto de 2011
A PARÁBOLA DO SEMEADOR - I
«Escutai: o semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as aves e comeram-na. Outra caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra e logo brotou, por não ter profundidade de terra; mas quando o sol se ergueu, foi queimada e, por não ter raíz, secou. Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, sufocaram-na, e não deu fruto. Outra, caiu em terra boa e, crescendo e vicejando,deu fruto e produziu a trinta, a sessenta, e a cem por um» E dizia: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça»
Marcos, 4, 1-9.
É curioso como actualmente tantos cristãos dão uma carga moralista a esta parábola. Fartam-se de nos encher os ouvidos que devemos ser a “terra boa”, que devemos limpar espinhos, e afastar as pedras do caminho, que devemos preparar a terra para que a semente germine…este tanto “deve-haver” não muda nada, e nada tem a ver com lógica do Deus de Jesus.
Como em tudo, há sempre uma razão de fundo por detrás das interpretações mais “tradicionais”. Ora isso deve-se ao facto do próprio evangelista pôr Jesus a explicar esta parábola uns versículos mais à frente – coisa que ele nunca fazia. Porém, Marcos opta por acrescentá-la não porque fosse ipsis verbis um ensinamento de Jesus, mas porque era uma necessidade da sua comunidade.
Possivelmente o fez para que todos abrissem o coração à Palavra, associada alegoricamente à expressão “semente”, ou para dar ênfase à urgência de acolher a Boa Notícia do Evangelho perante as dificuldades de integração das primeiras comunidades. Ao seu jeito, Marcos produziu uma interpretação legítima da parábola, que é importante e tem o seu lugar no coração do Evangelho, mas que, a pouco e pouco, fomos descuidando o seu sentido, degenerando hoje num moralismo inconsequente…
Bom, mas mais importante, foi o facto de Marcos deixar-nos intacta a narração da própria parábola, o mais próximo possível da originária. E para quem estiver atento, convém recordar o título: "o semeador". Jesus ao contá-la não pretendia prender a atenção dos seus ouvintes na qualidade dos terrenos, mas num Semeador...
É neste Semeador que Jesus deseja revelar o rosto do Pai e a força do seu Reino. E conta-a a gente habituada às agruras da vida do campo, e sobretudo, “desesperançadas” por tempos tão difíceis que viviam…
domingo, 12 de setembro de 2010
6 BILIÕES COMO TU - " A FELICIDADE" II

SUIÇA

«Eu penso que o melhor momento da minha vida aconteceu quando estive recentemente no Iraque, com o exército. E ali havia gente local a trabalhar na base, que não sabia falar inglês. Uma vez, um pai e o seu filho vieram à cave para reparar a electricidade. Todos os dias almoçávamos juntos e falávamos sobre tudo. Eu falava somente em inglês, e eles falavam somente em árabe. Algumas vezes fazíamos desenhos, mas sempre sabíamos do que falávamos, e foi aí que percebi que a linguagem não é uma barreira. Nós podemos comunicar sem falar a mesma língua. E isso mudou toda a minha vida, só por o entender.»
EUA, Los Angeles

«Eu, de facto, gosto de dar. Porque sinto que se faço as pessoas felizes, eu sou feliz. Talvez seja uma espécie de egoísmo. Não sei. Porque queres ser feliz, por isso, ou dás ou ajudas; não sei se é isso, mas eu quero ser feliz, por isso, faço as pessoas felizes.»
SUIÇA

«Eu sou infinitamente feliz, porque tenho um grande marido. É como se tivesse uma arca cheia de ouro em casa. É verdade! Perguntem aos meus vizinhos: ele é como uma arca cheia de ouro. Ele respeita-me e eu respeito-o; até mesmo quando comete erros, como por exemplo, quando faz apostas de futebol. Ele não diz nada, limita-se a pagar. Eu aturo isso. Eu amo-o e sigo-o...»
CAMBODJA

«A minha felicidade é estar com a minha namorada. Ela faz-me feliz. Ela mantém-me afastado do álcool, do tabaco, e outras coisas más. Ela diz-me o que fazer da minha vida, dá-me inspiração e confiança.»
ÁFRICA DO SUL

«Eu não sei…tive tantos momentos maravilhosos. E às vezes os melhores momentos nem sempre são conhecidos no tempo em que ocorrem. Por vezes, uma tragédia é o melhor momento, tu não o sabes na hora. Outras vezes, quando te magoam, ou és travado na tua ambição, ou acordas do teu ego, ou da tua cobiça, e estás a sofrer. Às vezes é esse o mais importante e o mais feliz momento da tua vida, porque é aí que te encontras em alerta, de olhos abertos, e sincero, talvez pela primeira vez a respeito de certos aspectos sobre ti mesmo. A vida não é um problema para ser resolvido. Eu penso que a vida é antes um mistério a explorar. E por isso, ainda não sei qual o melhor momento da minha vida. Tenho a certeza absoluta que ainda está para vir, ainda estou à espera.»
EUA, Los Angeles (Actor de Hollywood)

«Felicidade…
A felicidade é…
Felicidade é a verdade.
Felicidade é…dizer a verdade e saber que foi ouvida.
Felicidade é ver a justiça a ser feita.
Felicidade é ver uma criança a comunicar com a sua imaginação, e deixá-la correr livremente. Felicidade é dançar, felicidade é um mango.
Felicidade é…oohh…a felicidade está potencialmente em todos os momentos.
A felicidade está tão perto, tão perto, tão perto de nós o tempo todo.
Nós conseguimos fazer sorrir uma criança tão facilmente. E é aí que a felicidade salta fora daí mesmo.
Oohh, a felicidade está em toda a parte, mas não é algo grande, ou barulhento.
A felicidade não é uma coisa expansiva.
Felicidade é uma pequena e serena relação humana»
EUA, Los Angeles



